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O que perguntar antes de contratar desenvolvimento de sistema para a empresa?

Resposta curta

Antes de contratar desenvolvimento de sistema, pergunte como o fornecedor entende o seu problema, o que entra na primeira entrega, como o trabalho será testado e quem cuida de código, dados e suporte depois. As respostas importam mais do que o visual da proposta. Elas mostram se vocês falam da mesma rotina e se as responsabilidades estão claras desde o início.

Por Equipe CW Publicado em Atualizado em 14 min de leitura

Assunto: contratar desenvolvimento de sistema. Se preferir conversar sobre o seu caso, chame no WhatsApp (abre em nova aba).

O que você encontra aqui

Por que as perguntas importam mais que a proposta?

Para contratar desenvolvimento de sistema com segurança, comece pelas perguntas e não pela proposta. Uma proposta bem formatada mostra o que o fornecedor pretende entregar, mas só as respostas revelam como ele entende o problema, como trabalha e o que acontece depois da entrega. Perguntar antes reduz o risco de descobrir tarde demais que escopo, responsabilidades e continuidade foram interpretados de formas diferentes.

Um sistema sob medida passa a fazer parte da rotina da empresa: guarda dados, aplica regras e é usado por pessoas todos os dias. Por isso, a escolha de quem vai construí-lo não deve se apoiar só em portfólio e simpatia na reunião. A decisão envolve entendimento do problema, forma de trabalho, qualidade da entrega e continuidade, e cada um desses pontos pode ser verificado com perguntas objetivas.

Organizações públicas brasileiras precisam documentar decisões desse tipo, e parte do material é aberta. As diretrizes e o modelo de serviços de desenvolvimento, manutenção e sustentação de software publicados pelo governo federal mostram como uma organização estrutura o assunto antes de pedir propostas. A empresa privada não precisa copiar esse rito, mas pode aproveitar a lógica: descrever a necessidade, definir como a entrega será conferida e prever o que acontece depois. [1] [2]

Que problema o sistema precisa resolver?

Antes de falar com qualquer fornecedor, escreva em poucas linhas o problema que o sistema deve resolver. Evite começar por funcionalidades, como “precisamos de um painel”, e descreva a dor: “o financeiro refaz o mesmo relatório à mão toda semana”. Quando o problema está claro, fica mais fácil comparar propostas e perceber quem está resolvendo a sua rotina e quem está apenas oferecendo telas.

A lógica de analisar a necessidade antes de procurar solução aparece, no setor público, no Estudo Técnico Preliminar e na etapa de fundamentação, descritos no portal do Tribunal de Contas da União. Na empresa, isso pode virar um registro simples, com o que acontece hoje, quem sofre com o problema e o que seria considerado uma melhora. Esse registro também protege você de aceitar uma solução bonita para um problema que não era o principal. [4] [7]

  • Descrição da rotina atual, com as ferramentas e planilhas que existem hoje.
  • Quem usa o processo, quem aprova e quem recebe o resultado.
  • Pontos em que o trabalho trava, é refeito ou depende de memória de uma pessoa.
  • Regras que não podem ser quebradas, como permissões, prazos e conferências.
  • Dados e sistemas que precisam conversar com a novidade.

O fornecedor entende a sua rotina antes de propor?

Um bom sinal é o fornecedor fazer mais perguntas do que respostas na conversa inicial. Quem entende de desenvolvimento sabe que a parte difícil costuma estar nas exceções: o pedido que muda depois de aprovado, o cliente com regra especial, o relatório que só uma pessoa sabe montar. Se a proposta chega pronta sem ouvir quem usa o processo, o risco de retrabalho é maior.

DiagnósticoSua conversa com o fornecedor está madura?Marque o que já aconteceu na conversa e veja o quanto ainda falta esclarecer.
Marque o que já existe na sua empresa

Nenhum item marcado ainda.

Poucos itens marcados

Conversa ainda rasa

Poucos pontos foram tratados. Vale voltar ao problema, ouvir quem usa a rotina e só depois comparar propostas.

Parte dos itens marcados

Boa base, faltam respostas

Parte do caminho foi feita. Registre o que falta, peça as respostas por escrito e compare com outras propostas.

Quase tudo marcado

Conversa madura

O fornecedor demonstrou entender a rotina e as responsabilidades. Agora confira os detalhes de escopo e continuidade.

Conceito · síntese do artigo Elaboração: Equipe CW

Marque o que já existe na sua empresa para ver o resultado.

Como o escopo e a primeira entrega devem ser descritos?

Peça que o fornecedor descreva o escopo em partes que possam ser vistas e testadas, e não apenas como uma lista de telas. Uma descrição útil diz o que a pessoa consegue fazer ao final de cada parte, quais dados entram, quais regras se aplicam e o que fica de fora por enquanto. Quando o escopo é vago, qualquer pedido novo vira discussão sobre o que estava ou não combinado.

Pergunte também qual parte pode entrar em uso mais cedo. Uma entrega inicial pequena, usada de verdade por quem faz o trabalho, ensina mais do que meses de reuniões sobre telas ainda inexistentes. Para aprofundar o que definir antes de fechar, veja o que definir no escopo de um sistema sob medida.

  • O que a pessoa consegue fazer ao final de cada entrega?
  • O que ficou fora do escopo e pode entrar depois?
  • Como um pedido novo é avaliado e combinado durante o trabalho?
  • Quem na empresa precisa validar cada parte e em quanto tempo isso influencia o ritmo?

Como o fornecedor estima o tamanho do trabalho?

Peça para o fornecedor explicar como chegou à estimativa, não apenas qual é o resultado. Há técnicas diferentes: algumas partem das funcionalidades, outras da experiência com sistemas parecidos, outras de ciclos curtos que reajustam o plano a cada entrega. Os guias sobre pontos de função publicados por uma instituição financeira pública, por exemplo, tratam de uma forma de medir o tamanho funcional do software e de usar essa medida na organização do serviço. [3] [8]

Nenhuma técnica elimina a incerteza, e desconfie de quem a promete. O importante é entender o que muda a estimativa: requisitos novos, dados em mau estado, integrações com sistemas antigos, dependência de respostas da sua equipe. Pergunte como as mudanças são tratadas e quem decide quando elas aparecem. Para entender o que costuma influenciar o prazo, leia quanto tempo leva para desenvolver um sistema.

Como o fornecedor garante qualidade, testes e segurança?

Pergunte como cada entrega é testada antes de chegar até você. Boas respostas citam testes com dados parecidos com os reais, conferência das regras de negócio, separação entre ambiente de teste e ambiente de uso, controle de versões e registro das correções. Se a resposta for apenas “nossa equipe é cuidadosa”, vale pedir exemplos de como isso acontece na prática.

Documentos de órgãos públicos, como a cartilha de boas práticas para desenvolvimento de sistemas da SETIC de Rondônia e a norma de desenvolvimento e manutenção de sistemas da EPE, organizam esses temas em regras que podem servir de roteiro de perguntas. Você não precisa dominar o vocabulário técnico para usá-los: basta perguntar se o fornecedor segue práticas parecidas e como mostra isso ao cliente. [5] [6]

  • Quem aceita cada entrega e com base em quais critérios?
  • Como são tratados acessos, senhas e permissões por função?
  • Há registro das alterações feitas e de quem as fez?
  • Existe cópia de segurança dos dados e teste de recuperação?

Quem fica com o código, os dados e a hospedagem?

Código, dados, hospedagem e direitos de uso são decisões diferentes, e confundi-las costuma gerar surpresa no futuro. Pergunte, de forma direta, quem será o responsável por cada item, em nome de quem ficam as contas e os acessos e o que acontece se a relação com o fornecedor terminar. Peça que as respostas estejam escritas na proposta, e não apenas ditas na reunião.

Os dados da empresa merecem atenção especial. Confirme como eles podem ser exportados, em que formato e em quanto tempo isso é possível. A mesma lógica vale para a comparação com ferramentas prontas, tema tratado em software sob medida ou SaaS: qual escolher.

O que acontece depois que o sistema entra em uso?

Sistema em uso precisa de cuidado contínuo: correções, ajustes de regra, atualização de componentes, acompanhamento de falhas e evolução. O modelo de serviços do governo federal trata desenvolvimento, manutenção e sustentação de software juntos, o que indica que a continuidade faz parte da decisão desde o início. Pergunte ao fornecedor como essa fase funciona e quem atende quando algo parar. [2]

Separe três situações: correção de erro, pequena melhoria e nova funcionalidade. Cada uma pode ter um caminho e uma forma de combinar diferentes. Pergunte por qual canal os chamados chegam, como são priorizados e que informações o fornecedor espera receber. Para organizar essa etapa, veja sustentação de software e estabilidade de sistemas.

Como o fornecedor se comunica e quem faz o trabalho?

Pergunte quem será o ponto de contato, quem desenvolve, quem testa e como o andamento será mostrado. Algumas empresas terceirizam partes do trabalho, e isso não é necessariamente um problema, desde que você saiba quem responde pelo resultado e como as informações circulam. Combine o ritmo de reuniões, o formato dos relatos de andamento e o canal para dúvidas rápidas.

Peça também referências de trabalhos parecidos e converse, se possível, com quem já usou o serviço. Pergunte o que foi bem, o que atrasou e como o fornecedor reagiu aos problemas. Para uma visão mais ampla de critérios de escolha, leia como escolher uma software house confiável.

Quais sinais indicam que vale pausar a conversa?

Alguns sinais merecem pausa antes de seguir: pressa para fechar, respostas vagas sobre código, dados e suporte, ausência de perguntas sobre a sua rotina e escopo descrito só por telas. Nenhum desses pontos prova sozinho que o fornecedor é ruim, mas todos indicam que há perguntas sem resposta. O comparativo abaixo mostra como uma conversa saudável costuma se diferenciar.

Antes e depoisConversa de risco e conversa saudávelOs pares mostram o que muda na avaliação quando as perguntas certas são feitas.

Antes Conversa de risco

  1. Proposta pronta sem ouvir quem usa a rotina
  2. Escopo descrito só por telas bonitas
  3. Resposta vaga sobre código e dados
  4. Suporte tratado como detalhe
  5. Pressa para fechar logo

Depois Conversa saudável

  1. Proposta nasce da rotina real da empresa
  2. Escopo descrito em partes que entram em uso
  3. Código, dados e acessos definidos por escrito
  4. Responsável pelo suporte nomeado
  5. Tempo para comparar e decidir

Resumo: A diferença está na clareza das respostas, não no tamanho da proposta.

Conceito · síntese do artigo Elaboração: Equipe CW

Arraste a figura ou a barra para comparar. Setas do teclado também movem.

Qual roteiro de perguntas levar para a reunião?

Para facilitar a conversa, leve um roteiro curto e peça que as respostas sejam registradas por escrito. Assim, você compara fornecedores com os mesmos critérios e evita decidir pela impressão da reunião.

  1. Como vocês entenderam o problema que queremos resolver?
  2. Que perguntas ainda precisam ser feitas à nossa equipe?
  3. O que entra na primeira entrega e o que fica para depois?
  4. Como vocês estimam o trabalho e o que pode mudar essa estimativa?
  5. Como cada entrega é testada e quem a aprova?
  6. Quem fica com o código, os dados e os acessos?
  7. Como os dados podem ser exportados se necessário?
  8. Quem atende falhas e pedidos de ajuste depois da entrega?
  9. Quem da equipe vai trabalhar no nosso projeto e como será a comunicação?
  10. Há trabalhos parecidos que possamos conhecer ou referências para conversar?

Quando adiar a decisão ou começar menor?

Adie a decisão quando a empresa ainda não sabe descrever o problema, não tem quem acompanhe o trabalho ou depende de uma mudança de processo que ainda não foi combinada internamente. Um sistema não resolve desalinhamento entre áreas; ele só o torna mais visível. Nesses casos, uma etapa de diagnóstico ou um recorte menor costuma ser mais prudente do que um projeto amplo.

Se a dúvida é se já vale sair da planilha ou se a empresa está preparada para manter um sistema próprio, leia quando trocar a planilha por um sistema e como saber se a empresa está pronta para criar um sistema próprio. Quem decide com calma costuma chegar à reunião com perguntas melhores.

Do processo à entrega

Como a CW Labs ajuda a avaliar quem vai desenvolver o sistema?

A empresa precisa escolher um fornecedor sem conhecer o vocabulário técnico e sem saber quais perguntas revelam se o trabalho será bem conduzido e mantido.

A CW Labs começa entendendo a rotina e as ferramentas em uso, organiza o problema e propõe um escopo em partes que entram em uso cedo. Durante a conversa, deixa claro como o trabalho é testado, quem cuida de código, dados e acessos e como o suporte funciona depois da entrega. O serviço de sistemas sob medida segue esse caminho.

  1. Mapa da rotina. Registro de como o trabalho acontece hoje, com as exceções que costumam ficar de fora.
  2. Escopo em partes. Descrição do que cada entrega permite fazer e do que fica para depois.
  3. Roteiro de perguntas. Lista para comparar fornecedores com os mesmos critérios.
  4. Definição de responsabilidades. Registro de quem cuida de código, dados, acessos e suporte.

Condições do projeto. O resultado depende da participação de quem usa o processo, da qualidade dos dados existentes e das integrações necessárias. Prazos e esforço só podem ser estimados depois de entender a rotina, e algumas decisões, como hospedagem e continuidade, precisam ser tomadas em conjunto com a empresa.

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Dúvidas da leitura

Perguntas frequentes

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Pergunte como o fornecedor entendeu o problema, o que entra na primeira entrega, como estima o trabalho, como testa cada parte, quem fica com código, dados e acessos e como funciona o suporte depois. Peça que as respostas fiquem registradas por escrito na proposta.

Não. Você precisa saber descrever a sua rotina e fazer perguntas sobre escopo, testes, responsabilidades e continuidade. Se o fornecedor explica as respostas em linguagem clara e com exemplos, isso já é um bom sinal.

Ele faz perguntas sobre quem usa o processo, pede exemplos de exceções, separa o essencial do que pode esperar e consegue repetir o problema com as suas palavras. Propostas que chegam prontas sem ouvir a equipe merecem cautela.

Depende do que for combinado. Código, dados, hospedagem e direitos de uso são decisões diferentes. Pergunte quem terá cada item, em nome de quem ficam as contas e os acessos e o que acontece se a relação com o fornecedor terminar.

Pergunte como cada entrega é testada, com quais dados, quem a aprova e como as correções são registradas. Entregas parciais que entram em uso permitem ajustar o rumo com base na rotina real, em vez de esperar o sistema inteiro.

Pergunte por qual canal os chamados chegam, quem atende, como falhas e pedidos de melhoria são diferenciados e priorizados e que informações o fornecedor precisa receber. Sistema em uso exige cuidado contínuo, e isso deve estar combinado desde o início.

Vale, desde que todas partam do mesmo problema descrito e das mesmas perguntas. Comparar propostas sem critérios comuns leva a decidir por impressão. Um roteiro de perguntas igual para todos facilita ver diferenças reais de escopo, forma de trabalho e responsabilidades.

A CW Labs começa ouvindo quem usa a rotina, entendendo as ferramentas atuais e registrando o problema que precisa ser resolvido. Só depois a equipe CW discute escopo, prioridades e a primeira parte que pode entrar em uso.

A equipe CW mapeia a rotina, define o recorte inicial, desenvolve em ciclos curtos, testa com casos reais e acompanha a entrada em uso. Cada etapa termina com algo que a empresa consegue ver, conferir e comentar antes de seguir.

A CW Labs pode entregar o mapa da rotina, o escopo em partes, um roteiro de perguntas para comparar fornecedores e o registro das responsabilidades sobre código, dados, acessos e suporte. O conteúdo exato depende da necessidade da empresa.

Próximo passo

Quer discutir o seu caso? Conheça as etapas e os limites de sistemas sob medida ou converse com a equipe.

Fontes

  1. Diretrizes para Contratação de Serviços de Desenvolvimento e Manutenção ... (abre em nova aba) · www.gov.br · consultado em . Fonte localizada na busca; conteúdo será conferido por HTTP. Voltar ao trecho
  2. Modelo de Contratação de Serviços de Desenvolvimento, Manutenção e ... (abre em nova aba) · www.gov.br · consultado em . Fonte localizada na busca; conteúdo será conferido por HTTP. Voltar ao trecho 1Voltar ao trecho 2
  3. Guia de Contratação de Serviços de Desenvolvimento e Manutenção de Software (abre em nova aba) · app.bnb.gov.br · consultado em . Fonte localizada na busca; conteúdo será conferido por HTTP. Voltar ao trecho
  4. 4.1. Estudo Técnico Preliminar (ETP) | Licitações e Contratos (abre em nova aba) · licitacoesecontratos.tcu.gov.br · consultado em . Fonte localizada na busca; conteúdo será conferido por HTTP. Voltar ao trecho
  5. PDF Cartilha de Boas Práticas para Desenvolvimento de Sistemas SETIC (abre em nova aba) · wiki.setic.ro.gov.br · consultado em . Fonte localizada na busca; conteúdo será conferido por HTTP. Voltar ao trecho
  6. PDF Sumário (abre em nova aba) · www.epe.gov.br · consultado em . Fonte localizada na busca; conteúdo será conferido por HTTP. Voltar ao trecho
  7. 4.3.2. Fundamentação da Contratação | Licitações e Contratos (abre em nova aba) · licitacoesecontratos.tcu.gov.br · consultado em . Fonte localizada na busca; conteúdo será conferido por HTTP. Voltar ao trecho
  8. 03 - Anexo III - Guia de Contratação em Pontos de Função (abre em nova aba) · app.bnb.gov.br · consultado em . Fonte localizada na busca; conteúdo será conferido por HTTP. Voltar ao trecho

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